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Notícias de Angola

Argentina espera apoio de Angola na ONU para resolução da crise nas Malvinas.

Postado em 30/04/2015

 

Addis Abeba (Do Enviado Especial) - A Argentina anseia por posição favorável de Angola nas discussões do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para a resolução da crise nas Ilhas Malvinas, afirmou hoje, em Addis Abeba (Etiópia), o secretário de Estado para os assuntos destes arquipélagos, Daniel Filmus.

Falando à Angop depois do Fórum Internacional de Jornalistas que reuniu quarta-feira mais de 40 profissionais da comunicação social da África, Europa e Américas (centro e sul), na capital etíope, organizado pela Embaixada da Argentina neste país, lembrou que vários documentos foram enviados às Nações Unidas e ao Grupo dos 77+China, além de outros organismos.

Nesta perspectiva, o também antigo ministro da Educação da Argentina disse que espera contar com o apoio de Angola nas grandes discussões do Conselho de Segurança, acreditando que o país africano terá uma influência marcante na principal tribuna política do mundo.

“Dentro dos laços de amizade e cooperação existente com os países do oceano Atlântico, como Angola e outros, poderemos contar sempre com ajuda dos membros não permanentes do Conselho de Segurança para fazer passar a nossa mensagem e entender a nossa causa”, observou, citando outros destinatários como o Mercado Comum do Sul (Mercosul), a União das Nações Sul-americanas (Unasul) e a Comunidade da América Latina e do Caribe (CELAC).

Depois de Londres (Inglaterra) e Paris (França) na última semana onde cumpriu agenda similar, as atenções da Argentina estiveram viradas à África. Daniel Filmus referiu que o objectivo da Conferência foi atingido, pois facilmente a imprensa entende e divulga a causa e a necessidade de abrir diálogo capaz de resolver uma situação colonial de há mais de 182 anos com o Reino Unido.

“Queremos que a Grã-Bretanha venha até nós para analisar a situação da região, mesmo que isso leve muito tempo”, apontou, sublinhando que não passa na cabeça de qualquer responsável o uso da força militar.

 De acordo com Filmus, o seu país está empenhado em busca de uma solução sólida junto de outras organizações internacionais, considerando que o apoio da ONU, com base nas suas resoluções, seria o caminho ideal, mas reconheceu que o Reino Unido tem dificultado o processo da “devolução” do território em disputa aos argentinos.

“É preciso respeitar a soberania do estado da Argentina sobre as Ilhas. Vamos continuar a aguardar que se junte no caminho diplomático e da justiça, porque todo processo de colonização leva seu tempo. Mesmo que haja agora pouca disposição da parte do Reino Unido, temos fé que vamos vencer”, acrescentou.

A Argentina denunciou à comunidade internacional o aumento desmedido das despesas militares britânicas nas ilhas Malvinas, cuja soberania é disputada pelos dois países, tendo o representante da Presidente Cristina Fernández de Kirchner realçado que a única certeza é que “está totalmente fora de questão” qualquer método violento.

Argentina considera que a provisão de armamento britânico nas ilhas "gera uma tensão desnecessária e injustificada no Atlântico Sul, uma zona caracterizada por sua vocação pacifista e livre de armas nucleares".

Há duas semanas, Londres anunciou que investirá 267 milhões de dólares na próxima década para fortalecer o dispositivo militar nas Malvinas, considerando haver "uma ameaça muito viva" contra o arquipélago por parte da Argentina.

Em 1982, a ditadura - que governava na ocasião a Argentina - tentou recuperar as ilhas e provocou uma guerra que terminou com a sua rendição após 74 dias de combates, 649 argentinos e 255 britânicos mortos.

 
 

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